sábado, 19 de outubro de 2013


SERÁ?


Será que você, como eu, perdeu a orientação enquanto caminhava?
Será que você, como eu, não consegue mais reconhecer um rosto amigo na multidão?
Será que você. como eu, se refugia na solidão de seu quarto, senta-se ao chão, próximo à janela aberta, abraça seus joelhos e fica admirando o céu escuro e chuvoso, como se fosse um espetáculo?
Será que você, como eu, teve o sorriso corroído pela ferrugem?
Será que você, como eu, luta incessantemente para mudar situações que sabe são imutáveis?
Será que você, como eu, cometeu erros?
Não...
Eu nem sei quem é você.
Não sei se tudo isso são minhas exclusividades e, por isso, seu comportamento pode ser diverso.
Se são minhas idiossincrasias, patrimônio particular ou minha riqueza detestável.
Se é um comportamento só meu, não há como buscar um ombro amigo, pois eu aprendi que ser humano e compreensão são expressões antagônicas.
O rótulo, a generalização e o desprezo infelizmente são produtos da exposição dos sentimentos.
Então, é por isso que eu escrevo.
E, eu nem sei quem você é.
E, espero, que você também não saiba quem eu sou.
Será que você, assim como eu, também me desconhece?
G.:.C.:.M.:.

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